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nossas raízes

A Fotografia esteve enraizada no meu dia a dia, desde muito pequenininha. De tal forma, que eu mesma não percebia. O grande personagem da minha vida, que fez muita questão de guardar a minha história através do olhar dele, foi o meu avô materno, o Sr Humberto! Todas as caixas e caixas de fotos de todas fases da minha vida, eu devo a esse cara aí.

Ele, que trabalhou pra caramba para criar e educar seus 4 filhos, também investiu em boas câmeras da época, para registrar e valorizar a história dos seus filhos e netos. Sorte a minha, que fui e sou a garotinha do vovô, e também que herdei algumas dessas relíquias! Ele conta sempre que dava tanta importância às memórias, que em seu casamento contratou a melhor fotógrafa que achou e, hoje, com as fotos intactas, depois de 60 anos juntos, ele conta com maior gosto cada detalhe daquele dia, junto com a minha avó.

Comecei a fotografar bem cedo, aos 15 anos, com o empurrãozinho do meu tio, que já trabalhava com fotografia há muitos anos e me fotografou desde pequenininha também, em seu estúdio. Outra grande pessoa que me incentivou e ensinou muito!

E não tem um só dia que eu encontre o Sr Humberto e ele não me pergunte: “E aí, minha filha, fotografando muito?”.

Pronto, depois de compreender a minha história, eu sei o porquê de não aceitar fazer outra coisa da vida, que não seja a fotografia!

Hoje, com muita influência do meu avô e da grande herança que ele me deu, que é a minha própria história contada através daquelas fotos, meu propósito com a fotografia é valorizar os momentos do seu filho e da sua família, de forma que elas não se percam no tempo! Por causa de tudo que vivi, eu sei que a nossa história é tudo que somos e de onde viemos/pertencemos e é através da fotografia que a gente se lembra.